Roberto Almeida, diretor da Tirreno
A Tirreno, empresa brasileira produtora de óleos industriais, é a primeira do país a produzir o Arla 32, reagente usado juntamente com o sistema SCR –Redução Catalítica Seletiva – para reduzir quimicamente as emissões de NOx presente nos gases de escape dos veículos movidos a diesel. Seu uso será obrigatório em veículos pesados a partir de janeiro de 2012, quando entra em vigor a resolução Proconve P7 (equivalente a Euro 5), que limita o nível de emissões de poluentes.
A empresa que está há 43 anos no mercado, há 20 produz fluidos automotivos, distribuindo os produtos para marcas de renomes no mercado nacional. Esse know-how lhe trouxe o pioneirismo na distribuição do Arla 32 para algumas fabricantes de caminhões que estão em fase de homologação do produto. Para algumas delas, já é considerada a fornecedora oficial. Esse fornecimento se dá graças a uma parceria que a companhia fez com a alemã Kruse, que dispõe da matéria-prima adequada para a produção do Arla 32.
Atualmente, a empresa, que está sediada no ABC paulista, tem capacidade de produzir 1 milhão de litros do composto por mês. Contudo, por ter sido projetada sob o conceito Plug&Use, a Tirreno pode ser adaptada e instalada em qualquer região do país que seja de boa localização do ponto de vista logístico. “A nossa estratégia é espalhar estações de produção do Arla 32 pelo Brasil, pois o valor agregado do produto é muito baixo, e, logisticamente, produzir em São Paulo e ter de transportar para longe é muito complicado”, explica Roberto Almeida, diretor industrial da Tirreno.
Em relação à expectativa de uma nova unidade da companhia a ser inaugurada em Sorocaba, interior de São Paulo, o executivo acrescenta que a escolha das regiões para instalar novas unidades vai depender do comportamento do mercado.
Vale ressaltar que o litro do Arla 32, a exemplo da Europa, será fornecido inicialmente em quantidades que variam entre 20 e 1 000 litros, devendo custar ao consumidor um valor equivalente ao cobrado pelo diesel.
Os benefícios do uso do Arla 32, em trabalho conjunto com o sistema SCR, estão na redução de até 85% nos níveis de NOx, 40% nos níveis de particulados e 5% na emissão de CO2.
Para 2012, a companhia estima produzir entre 60 000 a 80 000 t de Arla 32.
Weslei Nunes / texto: Andrea Ramos